Colírio para alergia funciona? Quando ele deve ser usado? Essas são dúvidas comuns de quem apresenta coceira, vermelhidão, lacrimejamento ou irritação nos olhos. Esses sintomas podem estar relacionados à conjuntivite alérgica, uma reação inflamatória que pode acompanhar quadros de alergia respiratória, como a rinite alérgica.

A conjuntivite alérgica acontece quando os olhos entram em contato com substâncias às quais a pessoa é sensibilizada, como poeira, ácaros, mofo, pólen e pelos de animais. Diferentemente de algumas infecções oculares, ela não é contagiosa.

Quais são os sintomas da alergia nos olhos?

Os sinais mais comuns incluem:

  • Coceira intensa nos olhos;
  • Vermelhidão;
  • Lacrimejamento;
  • Ardência ou sensação de irritação;
  • Inchaço nas pálpebras;
  • Sensibilidade à luz em alguns casos.

A coceira nos olhos é um dos sintomas mais característicos da conjuntivite alérgica. Porém, somente a presença desses sinais não é suficiente para determinar a causa, já que problemas infecciosos e outras condições também podem provocar olhos vermelhos e irritados.

Existe colírio para alergia?

Sim. Existem diferentes tipos de colírios utilizados no controle dos sintomas da alergia ocular. Alguns atuam reduzindo a resposta alérgica, enquanto outros ajudam a lubrificar e aliviar a irritação.

A escolha do produto depende da causa e da intensidade dos sintomas. Por isso, o ideal é que o colírio seja indicado por um profissional de saúde após uma avaliação adequada.

Um cuidado importante é evitar o uso por conta própria de colírios que prometem apenas “tirar a vermelhidão”. Alguns produtos podem causar efeitos indesejados quando utilizados de forma inadequada ou prolongada.

Quem tem rinite pode ter conjuntivite alérgica?

Sim. Rinite alérgica e conjuntivite alérgica podem ocorrer juntas, porque ambas podem ser desencadeadas pela exposição aos mesmos alérgenos.

Por isso, quando a pessoa apresenta nariz entupido, espirros e coriza acompanhados de coceira e lacrimejamento nos olhos, é importante considerar a possibilidade de uma condição alérgica.

Controlar os fatores desencadeantes também pode ajudar. Reduzir poeira, manter os ambientes ventilados, cuidar da limpeza da casa e evitar exposição aos agentes conhecidos como desencadeadores das crises são medidas que podem contribuir para o controle dos sintomas.

Quando procurar um especialista?

Se a alergia ocular é frequente, intensa ou não melhora, é importante buscar avaliação profissional. O mesmo vale para casos acompanhados de dor ocular, alteração da visão, secreção intensa, sensibilidade importante à luz ou sintomas persistentes, que podem indicar outras condições e precisam de avaliação.

A Dra. Cristiane Gonçalves, otorrinolaringologista e especialista em Medicina do Sono, pode avaliar quadros de alergia respiratória, como a rinite, e investigar fatores que estejam contribuindo para os sintomas.

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